Há algumas semanas fiz um experimento interessante: peguei uma das minhas lentes 50mm analógicas da Pentax e resolvi abri-la para ver como as coisas funcionavam por ali. A lente apresentava um defeito e tem um mecânica bem simples, então achei que, mesmo que não desse certo, poderia aprender alguma coisa com a experiência. Procurei algum tutorial ou algo do tipo pela internet, achei um de uma versão mais nova da lente, algumas fotos… mas nada muito detalhado. Mesmo assim, fui pra cima.

Comecei a desmontar, desparafusar cuidadosamente, guardar cada parafuso, cada peça. O interessante é que a lente é meio que construída em etapas, e ao final de cada uma delas, eu me perguntava se dava pra ir um pouco mais, se conseguiria remontar do ponto que estava, me lembrou aqueles filmes dos anos 90 que em vários momentos o personagem principal tinha como parar ali e voltar para casa sem perder muito, mas a curiosidade e a sede por aventura fazia continuar.


E eu continuei, quando parei para ver o tanto de peça que já tinha desmontada entrei em desespero… achei que não ia conseguir montar de novo. A parte que estava com defeito era um mecanismo muito pequeno e delicado com um esfera de aço de 1mm que pulou da mesa quando abri, ou seja, eu não fazia a menor ideia de onde ela deveria ser colocada depois.

Voltei para o google, mais algumas pesquisas sem sucesso, tomei fôlego e voltei pra mesa. Tentei montar assim, tentei montar assado, quando parei para entender a função dos mecanismos, consegui chegar a algum lugar. Mais algumas tentativas e magicamente eu consegui montar tudo de novo. Pense na alegria, passei umas belas 2 horas em cima disso, e no final consegui resolver o problema que a câmera tinha e limpar as lentes. Claro que fiz tudo sem os materiais ideais, mas foi um aprendizado gigantesco.
Fiquei tão satisfeito em ter consertado a lente que até comprei um adaptador para usá-la com a 7D. O Eugênio posou para a primeira foto com a lente nova:
